quinta-feira, 31 de maio de 2012

Homenagem - Jorge Marcio Rodrigues





Todos sabem que o blog foi criado para postar sobre notícias de network e empreendedorismo, no entanto quero registrar uma homenagem a um amigo, Jorge Marcio Rodrigues que faleceu há 15 dias atrás.

O texto fala um pouco sobre o que Jorge foi para mim durante sua vida.


Hoje enquanto eu estava aqui preocupado com os meus problemas, tão sem importância e irrelevantes, recebo a notícia de que um amigo, aliás um grande amigo faleceu no último dia 15 de Maio.


Você amigo que sempre me deu força e apoio quando pode desde que nos conhecemos  no início de 2010 e com sua amizade, pura sincera e verdadeira se tornou meu presente de Natal atrasado. Sempre mantivemos contato, seja por telefone, celular, Orkut, Face não importa nossa amizade foi maior que a distância.


Fiquei te devendo um almoço alias ficamos nos devendo, não o valor de um, mas a companhia um do outro as conversas, os projetos e os desejos de um futuro próspero para nós e nossas famílias.

Sua alegria, suas piadas e nossos poucos, breves porém importantes momentos que vivemos juntos estão registrados na minha mente e no meu coração, esteja em paz e feliz onde quer que esteja.

Descanse em paz.


Samuel Ribeiro
Consultor Independente

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Qual é a Chave Para o Sucesso Profissional?


Bem-sucedido, em um curto espaço de tempo viu a expansão dos negócios vinda na esteira de longa e exaustiva jornada de trabalho, conta bancária polpuda e várias propriedades (algumas com cômodos que nunca pisou). Ganhou o prêmio "Empresário do Ano" de uma entidade de classe. Parodiando Barack Obama, já que falamos em sucesso, "ele é o cara".

A conversa sai do campo dos negócios, vai para as amenidades e – um pouco mais confortável – falamos sobre a vida pessoal. Para variar, falo sobre meus netos e as últimas estripulias que tanto alegram a família. Percebo uma mudança na expressão dele, um vinco na testa e um longo suspiro. Com a voz embargada, diz que a família se esfacelou enquanto construía um império. Separou-se, mal vê os filhos e brigou com os irmãos que insistiam em ocupar lugar de destaque em uma de suas empresas. Enfim, "ele é o cara..." triste e solitário.

Uma pergunta volta à minha mente: o que é sucesso profissional? Respostas clichês logo aparecem: "dinheiro não trás felicidade" ou "o topo é um lugar solitário". Entretanto, estas frases de almanaque, que povoam o imaginário coletivo, não se adaptam ao executivo que está à minha frente ou ao homem moderno. Vivemos em uma sociedade altamente competitiva, onde crianças já leem aos três anos e têm uma agenda tão atribulada quanto a minha (inglês, judô, vôlei, natação, música... ufa!). Na adolescência, fazem intercâmbio e são pressionados a entrar em faculdades de primeira linha. Por quê? Cursar uma instituição renomada seguiria a trajetória iniciada na infância rumo ao sucesso profissional.

Repare que esse caminho tem apenas uma linha, a que traça a profissão. Não há trilhas para a vida pessoal – família e amigos. Se existem, são tão leves que não as enxergamos. Se perguntarmos a um jovem universitário o que espera da vida, fatalmente, responderá: "Felicidade!" Mas qual felicidade ele objetiva e como pretende alcançá-la? Um dos homens mais ricos do mundo, o megainvestidor Warren Buffet diz que "o objetivo da vida é ser amado pelo maior número de pessoas possível entre aquelas que você deseja que amem você".

Céticos dizem que é fácil falar de amor quando se é bilionário. Mas não é essa tal felicidade que faz tanta falta ao meu amigo empresário aqui referido e que só se deu conta ao atingir o topo? Buffet, por exemplo, mora na mesma casa desde 1958, não tem celular nem computador na mesa e dirige o próprio Cadillac DTS. Penso que seria, talvez, uma estratégia dele para preservar a família e, assim, estabelecer um equilíbrio entre o pessoal e o profissional. Se o fez de caso pensado, não sei, pois não sou amigo ou confidente de Buffet, mas ele nos dá uma boa pista.

Não estou aqui defendendo a aposentadoria de celulares e computadores ou o menosprezo da carreira. É legítimo almejar o crescimento, bons postos e salários, o reconhecimento profissional e todas as justas e merecidas benesses advindas de muito estudo e trabalho. No entanto, os profissionais deveriam aprender também a fazer um planejamento estratégico da vida pessoal – está aí uma boa disciplina para as universidades – criar um projeto de vida que corra paralelo à carreira e que agregue familiares e amigos.

De forma bem pragmática, um profissional que apresente tal harmonia é mais produtivo, integra-se ao grupo com maior facilidade e dificilmente ficará afastado devido às doenças modernas (depressão, síndrome do pânico ou outros distúrbios).

Faço aqui uma reflexão porque somos treinados e preparados para alcançar a "felicidade" profissional, a qual, muitas vezes, está dissociada ou se sobrepõe à pessoal. Somos um ser único, com múltiplas necessidades e habilidades. Como sentenciou há muito tempo o matemático Blaise Pascal, "o homem é um ponto entre duas extremidades".

Agora, ouso a responder à pergunta que intitula esta matéria: o equilíbrio é a chave do sucesso!
Até a carta de abril!

Denis Mello - diretor-presidente do FBDE | NEXION Consulting - www.fbde.com.br - Consultores e Auditores em Marketing, Vendas e Gestão Empresarial. E-mail: diretoria@fbde.com.br. Siga:twitter.com/fbdenexion / twitter.com/denismello 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Um Terço Dos Empreendedores Prefere Mais Tempo Livre a Ganhar Mais Dinheiro


Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock
A imagem de um empreendedor é muitas vezes associada a uma pessoa que quer ganhar bastante dinheiro. Mas a segunda edição da pesquisa “Brother Small Business”, feita nos Estados Unidos, mostra que nem todos pensam só no resultado financeiro. Levantamento feito com mais de 500 donos depequenas empresas aponta que 30% deles prefeririam ter mais tempo livre para eles mesmos a ganhar mais dinheiro.
Gerenciar melhor o tempo, aliás, é uma das maiores preocupações dos empresários. 80% dos pesquisados prometeram usar o tempo de forma mais eficiente neste ano. Isso talvez porque 52% deles tenham dito na pesquisa que seus níveis de estresse estão mais altos que o usual – ou mais elevados do que nunca.
Quando questionados sobre os maiores benefícios de ser dono de uma pequena empresa, a maioria dos entrevistados respondeu a possibilidade de ser rápido para responder às demandas do consumidor (84%) e a rapidez de implementar decisões importantes sobre o gerenciamento do negócio (83%).
E você? Preferiria ter mais tempo livre ou ganhar ainda mais dinheiro com a sua empresa?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Está Desanimado Com Sua Carreira? Descubra Como Reverter a Situação


O impacto no desempenho é uma das primeiras consequências desse estado de desânimo prolongado


O desânimo pode ser considerado um mal no mundo corporativo atual, que privilegia o estado de alerta e de atividade constantes. Perder a disposição para trabalhar, no entanto, pode ser uma consequência desse cenário, para muitos, cansativo, mas que passa com um período de descanso. O problema é quando esse sentimento se mantém por um longo período. Quando isso acontece, talvez seja hora de reavaliar a carreira.

E foi isso que a publicitária Ana Cláudia Fernandes, 29, fez. Ela trabalhava em uma empresa de tecnologia, como analista de mercado, quando o estado de desânimo passou a ser permanente. "Eu não estava feliz", diz. E a primeira consequência disso foi nos resultados, que começaram a ficar abaixo do que a publicitária poderia alcançar.

O impacto no desempenho é uma das primeiras consequências desse estado de desânimo prolongado. Mas esse pode ser o menor dos problemas. "Essa desmotivação no trabalho pode afetar a vida pessoal, a qualidade de vida dessa pessoa", afirma a psicóloga e presidente da ISMA-BR (International Stress Management Association), Ana Maria Rossi. "A pessoa passa a não ter mais prazer na vida, pode passar a ter comportamentos que geram conflitos e até chegar a se valer de álcool e drogas", alerta.

Ana não chegou a esses extremos em sua vida pessoal, mas chegou ao extremo na vida profissional. Depois de alguns meses, ela trocou de emprego. "Eu não estava na empresa certa pra mim. Não me identificava com a cultura dela. E acho que quem não se identifica deve sair mesmo", acredita. Dessa vez, a publicitária acertou na escolha e trabalha em uma empresa cuja cultura condiz com o seu perfil profissional.

Sem forças para continuar

"Se há um desânimo, é porque tem algo errado", afirma a consultora da Career Center Claudia Monari. Para a consultora, são vários os motivos que podem levar os profissionais a um estado de desânimo profundo. "O clima pode não ser amistoso, ou existe muita pressão. Isso pode gerar desânimo", aponta a gerente de Recursos Humanos da Personal Service, Marcela Melissa.


A especialista ainda coloca na lista a própria frustração do profissional com a área na qual atua. "Muitas vezes, ele criou uma expectativa que não foi suprida", diz. Nessa hora, o melhor é se fazer perguntas pouco confortáveis. "Será que você está satisfeito e realizado? O profissional precisa se auto-perceber e tomar consciência da sua própria situação", considera Marcela.

Um desafio muito além ou muito aquém da capacidade do profissional também pode gerar descontentamento. "A pessoa pode estar pouco ou muito qualificada para executar esse trabalho", afirma Ana Maria, da ISMA-BR. "Nesse caso, há um desequilíbrio entre o que ela pode fazer e o que ela tem para fazer", considera. A psicóloga explica que casos como esses geram frustração.

Mas não é só isso. Recompensas financeiras desalinhadas com o trabalho executado pelo colaborador e a falta de reconhecimento pelo desafio superado também levam os profissionais a perderem suas forças. Tudo isso sem contar os problemas pessoais, que interferem – e muito – no desempenho de qualquer pessoa, principalmente entre aquelas que unem os dois campos da vida, o profissional e o pessoal.

Para além das próprias motivações, outro fator que pode desencandear a desmotivação é o líder. "O mais comum é quando há uma troca de gestão, porque há uma mudança na forma de trabalho", afirma Claudia. Marcela ressalta que o profissional precisa perceber se a liderança imediata o ajuda a se desenvolver. "Ele transforma você em um profissional com mais 'know how'?", questiona a gerente de RH.

Mude e melhore seu desempenho

Apesar de o líder ser um dos motivos que podem gerar desânimo, ele também é parte da solução do problema. "Ele precisa chamar a equipe para si e ficar atento aos sinais de desânimo", avalia Marcela, da Personal Service. Isso porque, um profissional desmotivado pode contaminar uma equipe inteira. "Dependendo da maturidade dessa equipe, ela traz esse profissional de volta ou começa a pensar como ele", afirma.


Por isso, quando constatados os motivos que levaram o colaborador a perder as forças, muitas vezes, uma conversa com a liderança pode melhorar o desempenho e reverter a situação. "Se for pelo fato do desafio ser grande demais, o líder pode ser um coaching. No caso contrário, ele pode mostrar para o profissional o que falta para ele conseguir alcançar esse desafio maior", explica Claudia, da Career Center.

Até chegar nessa etapa, porém, os questionamentos devem ser colocados sobre a mesa. Para as especialistas, são elas que tiram o colaborador da sua zona de conforto, podem resultar em respostas ainda mais desconfortáveis, mas são os únicos meios de fazer o profissional entender o que está acontecendo com ele e com sua carreira. E, com essas respostas, é possível chegar a uma solução e melhorar o desempenho profissional, como fez a publicitária Ana.

Antes de decidir mudar de empresa, ela fez uma autoánalise para constatar o que a incomodava. E descobriu que o seu descontentamento advinha de determinados fatores. "O clima não era confortável, as pessoas eram distantes, havia uma ausência de autonomia para atuar e não havia espaço para o meu crescimento profissional", explica.

Ela só chegou a essas conclusões porque fez um balanço de sua carreira e do seu perfil profissional. Fazer isso requer tempo e uma dose cavalar de autoconhecimento e sinceridade consigo mesmo. A tarefa não é simples, mas precisa ser feita se o profissional quiser sair desse estado de desânimo, na avaliação de Claudia, da Career Center. "A melhor coisa que ele tem de fazer para resolver esse problema é se conhecer bem e ter um objetivo de carreira definido, porque ainda que ele passe por obstáculos, ao menos ele sabe o caminho que ele está trilhando". 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bexiga cheia? Pode ser a melhor hora para tomar grandes decisões



Imagem: Shutterstock
Imagem: Shutterstock
De manhã, após o almoço ou no final da tarde? Qual é a melhor hora para tomar uma importantedecisão? Pouco importa o momento do dia, mas sim o quanto de líquido você bebeu. É isso o que diz um estudo publicado pela Association for Psychological Science.
Em um experimento, pesquisadores holandeses fizeram alguns participantes beberem cinco xícaras de água, enquanto outros deram apenas uns golinhos do líquido. Depois de 40 minutos – tempo que leva para a bexiga ficar bem cheia -, os pesquisadores testaram o autocontrole dos participantes.
Eles foram estimulados a fazer oito escolhas – entre receber pequenas gratificações imediatas ou grandes recompensas, mas tardiamente. Um exemplo: em uma das propostas, eles tinham de escolher entre receber US$ 16 no dia seguinte ou US$ 30 em 35 dias. As pessoas com a bexiga cheia estavam mais tendenciosas a escolher as recompensas maiores e mais demoradas. “Parece que as pessoas tomam decisões melhores quando estão com a bexiga cheia”, diz o pesquisador Mirjam Tuk, da Universidade de Twente, na Holanda, responsável pelo estudo.
Psicologicamente, isso pode ser explicado porque a mente está se esforçando ao máximo para controlar uma função corpórea, fazendo com que fique mais fácil exercer o autocontrole em outras áreas. Pela hipótese de Tuk, como os sentimentos de inibição vêm todos da mesma área do cérebro, o autocontrole em uma área pode afetar o autocontrole em outras. “Pessoas com elevados níveis de controle da bexiga estão aptas a controlar outros tipos de impulsos”, diz Tuk.
E você? Quando toma as suas decisões mais importantes?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Como Funciona a Força de Vontade?


Começar ou terminar tarefas ou compromissos pode ser extremamente difícil para algumas pessoas. É que a força de vontade é um recurso limitado. Mas se você conhecer melhor o assunto, poderá melhorar sua performance em vários aspectos.


Se a leitora é dessas que tem problemas com sua força de vontade e vive se decepcionando por não atingir metas e objetivos pessoais - como perder peso, parar de fumar ou economizar um pouco mais - então tenho uma boa e uma má notícia.

CarrotsandSticks
A má notícia é que a força de vontade é um recurso limitado, como quase tudo na vida. Em termos de atingir objetivos, isso significa uma capacidade finita de manter o foco, como explica Ian Ayres, professor de Direito de Yale e autor de Carrots and Sticks: Unlock the Power of Incentives to Get Things Done, lançado em setembro do ano passado.


Em termos práticos, quando você se concentra muito em um plano, acaba deixando outro de lado - ou mesmo usando-o para compensar o primeiro.

Na tentativa de largar um vício, muita gente acaba trocando-o por outro. Estudos mostram que entre 20% e 30% de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica acabam adquirindo outras compulsões para substituir seu antigo apego à comida, como fumar, beber, jogar ou até mesmo comprar.

Quando nos comprometemos a deixar um mau hábito, é preciso avaliar as possíveis consequências que o sucesso podem acarretar. Como a velha piada do sujeito que começou a tricotar para parar de fumar e, logo depois, precisou voltar a fumar para parar de tricotar.

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De fato, há uma explicação para a abstinência nos enfraquecer. O professor Roy Baumeister, da Universidade da Flórida, demonstrou esta correlação num curioso experimento: alunos deveriam resolver um quebra-cabeças enquanto resistiam a um prato de determinada iguaria.

A primeira maldade do experimento era que um grupo não poderia comer hipnotizantes cookiesrecém-saídos do forno, enquanto que o outro deveria evitar apetitosos... rabanetes! A segunda maldade era que o puzzle não tinha solução e, portanto, o objetivo real do experimento era descobrir quem desistia mais cedo.

Rabanetes
Rabanetes? Hummmm... que delícia!

Pois bem, resistir a cookies era demais para as cabecinhas do respectivo grupo e, em média, elas aguentavam apenas metade do tempo do outro grupo - o dos inigualáveis rabanetes.

Noutro estudo, o mesmo Baumeister testou outras emoções das suas cobaias, digo, voluntários. Divididos em dois grupos, eles deveriam assistir um trecho de Robin Williams em “Uma babá quase perfeita” e outro de Deborah Winger dando adeus a seus filhos em “Laços de Ternura”.

Ao primeiro grupo, porém, era pedido que controlasse suas emoções, ou seja, que não rissem com Williams e não chorassem com Winger. Já o segundo grupo poderia extravasar.

Depois disso, ambos os grupos deveriam resolver anagramas1. O grupo dos psicopatas sem-emoções resolveu uma média de 4,9 problemas, enquanto que os chorões-risonhos atingiram 7,3. Sua conclusão sugeria que pessoas que lutam para controlar determinados sentimentos esgotam a energia necessária para outras tarefas.

gran finale da obra de Baumeister veio na comprovação de sua teoria de que focar a atenção num determinado ponto reduzia os níveis de açúcar no sangue que, por sua vez, causava a piora na performance.

Neste engenhoso experimento, dois grupos assistiam um vídeo onde palavras aleatórias apareciam na tela de vez em quando. O primeiro deveria prestar atenção nos termos, enquanto que o segundo deveria ignorá-los. Com efeito, os que prestaram atenção tiveram uma redução de 6% na taxa de açúcar no sangue, ao passo que o outro grupo permaneceu inalterado.

Ao serem postos para resolver o famoso teste de Stroop2, o primeiro grupo tinha muito mais dificuldade do que o segundo. A cereja do bolo veio quando na variação seguinte Baumeiter deu uma açucarada limonada ao primeiro grupo que, assim, igualou os resultados do segundo nos testes posteriores.

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E qual a boa notícia? Bem, a boa notícia é que vou escrever a outra parte desse texto. Onde contarei como dar uma ajudinha à sua força de vontade. E não, não é para você ficar tomando limonada com muito açúcar. Tenho mais do que isso a sugerir... Até lá!

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1. Descobrir a palavra ou frase oculta num emaranhado de letras, como em RAONOSTSOEPVIA.

2. Dizer qual a cor da letra de determinada palavra, sendo que a palavra é o nome de uma cor diferente. Por exemplo: VERDE.

VISITEM O SEU BLOG: www.naopossoevitar.com.br
SIGAM-NE NO TWITTER: @raraujo28

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Empreender: Isso É Negócio Para Você?

Relatório revela que 250 milhões de pessoas em 59 países abriram empresa em 2010

O momento de otimismo que a maioria das economias mundiais está vivendo atualmente tem levado muitos profissionais a deixar seus cargos em grandes empresas e assumir o risco de um negócio próprio. Dados da pesquisa GEM 2010 (Global Entrepreneurship Monitor) divulgados em janeiro de 2011 revelam que 110 milhões de pessoas de 59 países (inclusive o Brasil) estavam focadas em abrir uma empresa em 2010, enquanto 140 milhões estavam em processo de execução de novas empresas. Mas, será que todas têm perfil para isso?

Batista Gigliotti, presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, lembra que muitos jovens estão se tornando empreendedores para, de alguma forma, entrar no mercado. "Logo que saem da universidade, muitos jovens partem para o empreendedorismo. Isso mostra que eles estão ficando mais atentos à identificação de oportunidades e de nichos potenciais de atuação e esperando aprender lições de práticas como empreender".

Muitos confiam na ação empreendedora como auto-realização, mas deve-se considerar que nem todos estão preparados para a vida de empresário. A decisão de se tornar dono de um negócio é muito mais complexa do que possa parecer.

Administrar a empresa, determinar as estratégias que serão adotadas para alavancar seu negócio e manter a empresa 'viva' nos dois primeiros anos (considerado período crítico para o empreendedor) são apenas alguns dos muitos desafios.

Gigliotti alerta sobre os eventuais riscos da aventura, que devem ser avaliados antes de mudar o rumo de sua vida e de abraçar a profissão de empresário:

- Autoconfiança: se o empresário não acreditar em seu próprio negócio, quem acreditará. Ao mesmo tempo, é fundamental reforçar que autoconfiança excessiva pode ser um risco para o sucesso do negócio. Colaboradores e opiniões externas podem ser muitos úteis antes de qualquer decisão.

-  Planejamento: antes de iniciar qualquer atividade, seja nos negócios ou em sua vida particular, é essencial planejar. Prevenindo eventuais riscos e preparando-se para enfrentar dificuldades, a chance de naufragar seus investimentos diminui consideravelmente. Além disso, com a mudança de fatores é sempre preciso revisar seus planos.

-  Comprometimento: ao abrir seu negócio, seja uma empresa com dois ou dez funcionários, é vital ter o comprometimento de todos, inclusive o seu. Assumir os desafios e focar em superá-los, além de deixar você por dentro das atividades de sua equipe, colabora para evitar surpresas repentinas.

-  Iniciativa: se antecipar às tendências, se precaver sobre o que o mercado espera, realizar as coisas antes de ser forçado pelas circunstâncias. Sua iniciativa pode revelar muito onde você quer chegar. Ser pró-ativo é fundamental.

- Riscos: não se iluda, eles existem em todos os negócios. Na verdade, aceitá-los deve ser uma das principais características do empreendedor de sucesso. Só o fato de se tornar empreendedor já pode ser considerado um risco. Porém, saber calcular onde e quando arriscar, além de ficar atento às dicas que o mercado nos proporciona, pode suavizar as dificuldades.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Você Sabe Qual É O Diferencial Do Seu Negócio?

A sua empresa é a que tem os produtos mais baratos? O melhor atendimento? A que possui os funcionários mais bem treinados? Talvez o estoque com maior variedade ou melhores marcas? Obviamente, todo negócio prima por atingir o melhor em todos esses aspectos, mas ainda assim, você sabe qual é o grande diferencial da sua empresa?

Em seminário sobre varejo realizado pelo Centro de Excelência em Varejo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp), o professor da instituição Juracy Parente afirmou que as empresas que não decidem qual é o seu ponto de diferenciação acabam caindo em um buraco negro. “É preciso escolher o melhor aspecto de sua empresa e investir nele”, afirma Parente.


Um exemplo usado no evento foi o da rede de supermercados alemã Aldi, que produziu dois vídeos, um mostrando quais são seus pontos fortes e outro mostrando quais não são, ou seja, o que ela não é. A propaganda mostra que a empresa não é uma loja com cartões-fidelidade ou lotada de serviços , mas sim uma rede dedicada a pessoas que não querem perder tempo na hora de fazer suas compras e que procuram preços baratos. Confira o vídeo (em inglês):

Uma forma que a empresa tem para deixar claro seu ponto forte e seu diferencial está na definição de sua missão e valores. De forma mais prática, isso pode ficar claro na seção “Quem somos” do site corporativo. A rede americana de lojas de alimentos naturais Whole Food afirma em seu site que lá você encontrará apenas produtos naturais, orgânicos e sem conservantes. E é nisso que eles investem. Então nada de ir lá procurando refrigerante.

E você? Sabe qual é o diferencial de sua empresa e investe nele?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Equipes Imbatíveis: Os Segredos Para o Sucesso Do Trabalho Em Conjunto

Profissionais trabalham melhor em ambientes de liberdade, respeito e comprometimento. Saber delegar as responsabilidades corretas é o grande desafio do líder

Você se lembra quando foi a última vez em que saiu do trabalho com a mente limpa e sua lista de tarefas zerada? Bem, eu também não lembro. Na verdade, sonho com esse dia... logo depois de ter sonhado com meus afazeres.

Brincadeiras à parte, ultimamente tenho me dedicado mais à organização de meu tempo, tentando deixá-lo mais produtivo, tanto no que se refere aos assuntos profissionais quanto pessoais. Fico tremendamente frustrado quando olho para trás e vejo projetos importantes encostados. O dia-a-dia nos impõe urgências e tira nosso foco de atividades que, se realizadas, trariam um benefício muito maior a médio ou longo prazo. Isso ocorre tanto nos objetivos particulares, quanto nos profissionais e empresariais, com indivíduos, equipes ou famílias.

Investir no gerenciamento do tempo é o caminho para quem busca a produtividade. Entenda por produtividade ser eficiente, obter mais resultados em menos tempo, o que não significa necessariamente fazer mais em menos tempo. Poderíamos discutir algumas técnicas de organização pessoal, que certamente seriam muito importantes, mas neste artigo vou limitar-me à questão da produtividade em grupo. Mais especificamente, abordarei um tópico polêmico e difícil: a delegação de tarefas. Algo igualmente essencial para quem busca tornar-se eficiente.

Você possivelmente conhece a diferença entre um simples grupo e uma equipe. O primeiro é composto por pessoas trabalhando de modo independente. Não há interação produtiva, mas, no máximo, uma simples distribuição de afazeres. Elas não interagem buscando explorar suas diferenças, competências individuais e criar sinergia. Já em uma equipe, os membros são interdependentes. A interação busca otimizar resultados e o trabalho é distribuído de acordo com as competências individuais.

Equipes florescem em ambientes de liberdade, respeito e comprometimento. A estrada para transformar um grupo em uma equipe é composta por:

• Ambiente de inclusão e respeito à individualidade, diferenças culturais e diferentes conhecimentos técnicos;

• Um sistema ágil de trabalho que coloque ordem na produção, porém flexível de modo que permita inovações, exceções e melhorias. Ou seja, uma ferramenta, não um molde;

• Uma liderança baseada em confiança e valores propagados e verdadeiramente aceitos pelo grupo;
Tolerância a erros;

• Delegação de responsabilidades.

  equipe  
  Equipes florescem em ambientes de liberdade, respeito e comprometimento
(Imagem: iStockPhoto)
  



É necessário delegar sabiamente para que se atinja o máximo da eficiência de uma equipe. Aposto que você já sabe disso. Mas quando e por que delegar? Geralmente, delegamos quando:

• Estamos totalmente sobrecarregados;

• A tarefa nos é desagradável;

• Somos tecnicamente despreparados;

• Estamos inseguros;

• O resultado da tarefa traz riscos que não queremos assumir.

Como se pode notar, estes não são os melhores motivos para se delegar algo importante. Quando a delegação baseia-se nestes itens, ocorre a delegação de tarefas e não de responsabilidades. Para dar um passo em direção a solução, primeiramente, é importante entender a diferença monumental entre delegar responsabilidades e delegar tarefas.

Quando você delega tarefas, está automaticamente tomando para si a responsabilidade de gerenciar o resultado do trabalho alheio, a fila de tarefas, as prioridades e o tempo do delegado. Sua equipe se torna um monte de "mãos burras" que você tem de comandar nos mínimos detalhes. Por conseqüência, você acaba por assumir centenas de pequenas tarefas que, por serem pequenas, dão mais trabalho para delegar do que para fazer. Ao delegar tarefas você está aumentando suas preocupações ao invés de diminuí-las.

Quando você delega responsabilidades, também delega o comprometimento com o resultado, a independência de definir prioridades e de gerenciar o tempo da forma que for necessário. Você dá autonomia a sua equipe e usufrui dela por inteiro, mãos, cérebros e corações. As pequenas tarefas são automaticamente assumidas pelo delegado. Obviamente, na posição de delegante, você ainda terá de reservar algum tempo para monitorar os resultados, mas certamente seu nível de preocupação será bem menor.

Delegar responsabilidades exige grande habilidade de comunicação e bom relacionamento. O delegante deve gerar o entendimento da importância e do resultado desejado, para então obter o compromisso do delegado. Para gerar o entendimento da importância e do resultado desejado, você necessitará de autoridade e confiança mutua. Estes são os ingredientes básicos de um verdadeiro líder.

Então, sabendo que não se deve delegar tarefas, mas sim responsabilidades, podemos identificar motivos melhores para delegar. Delegue quando:

• Há alguém que dá maior importância ao assunto, vê um desafio, uma oportunidade de mostrar sua capacidade;

• Há alguém que tenha mais paixão pelo assunto, enxergando detalhes que, aos seus olhos, passariam despercebidos;

• Há alguém com capacidade técnica superior, que possa lidar com situações variadas daquele assunto.

Perceba que nesta segunda lista, o foco da análise está nas qualidades do delegado, enquanto na primeira, o foco está nas fragilidades do delegante. Para delegar inteligentemente, você deve realmente olhar para sua equipe.

Ao delegar, exponha a importância da tarefa em relação ao todo. Frise os resultados esperados, o que não pode ocorrer e as restrições de execução. Apresente os recursos que podem ser utilizados. Ensine como se deve fazer, mas deixe espaço para a criatividade e inovação. Por fim, defina rotinas de acompanhamento, conseqüências positivas e negativas em relação à obtenção dos resultados. Deste modo, você dá a liberdade necessária, respeita a inteligência e o coração do indivíduo e gera compromisso com o resultado.

Para delegar com eficiência, primeiramente, você deve fazê-lo com calma, em momento oportuno. Nada de sair distribuindo ordens de modo aleatório ou simplesmente ordenar listas, seja através de um caderno ou software. O contato humano, a atenção dedicada, o ensinar e o ouvir são suas armas para construir um relacionamento produtivo e saudável com sua equipe.

Grande parte dos conceitos deste artigo estão presentes no livro "7 hábitos de pessoas altamente eficazes", de Stephen R. Covey. Para quem busca aprofundar-se no assunto, recomendo esta leitura. Outro livro interessante é "A arte de fazer acontecer" de David Allen. Neste, o autor explica um método completo de organização pessoal. Em minha opinião, um livro complementa o outro, sendo extremamente válida a leitura de ambos.

Por Daniel Rodrigo Bastreghi - http://www.dbastreghi.com/
 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Montei Minha Empresa na Faculdade: Conheça Algumas Histórias de Sucesso

Com poucos recursos, muito talento e uma imensa vontade de acertar, jovens universitários transformaram boas ideias em excelentes negócios

Romero Rodrigues cursava Engenharia Elétrica na Poli USP quando, junto com seus colegas, pensou em uma ideia que mais tarde revolucionaria o comércio eletrônico brasileiro.

"Tudo começou quando um dos meus amigos (hoje sócio), Rodrigo Borges, procurava na Internet um modelo de impressora para comprar. Depois de pesquisar bastante, ele não encontrou nada sobre preço ou especificações técnicas. Concluímos que era uma oportunidade a ser explorada e tivemos a ideia de criar um negócio que pudesse solucionar esse problema", explica.

Com começo difícil, o grupo de estudantes retirava do próprio bolso 100 reais ao mês, cada um, para cobrir os custos de manutenção. "No início, tivemos dificuldades na aceitação do conceito da empresa. Os varejistas não tinham tanto interesse em abrir seus preços para serem comparados na internet. No entanto, revertemos essa situação na medida em que melhoramos nossa audiência, e nos transformamos na porta de entrada do comércio eletrônico no Brasil".

O jovem estudante de Engenharia tornou-se, hoje, o presidente do grupo BuscaPé, site referência na comparação de preços de produtos pela internet, com nove empresas acopladas e atuante na cadeia de varejo em mais de 20 países.


Jovens empreendedores
Romero Rodrigues (esq.) e Bruno Tomasi (dir.) são dois empreendedores que inciaram seus negócios ainda na universidade | foto: divulgação


Empreendedorismo entre gerações

Outro empresário que começou cedo sua aventura no mundo dos negócios foi Bruno Tomasi. Aos 23 anos, Bruno soube enxergar na fábrica de peças e acessórios de metal para banheiras do avô, uma oportunidade de expansão para os negócios de decoração em lavabos e banheiros. Hoje, com 28 anos, é dono da Doka Bath Works, referência quando se trata em decoração de banheiros de luxo. Os produtos da Doka são exportados para os Estados Unidos e Europa e suas peças viraram tendência nos projetos mais ousados e charmosos dos principais arquitetos do mundo.

A vocação para empreendedor, aliada à formação em Administração de Empresas, possibilitou a Bruno Tomasi evoluir em seu negócio. "Apesar de alguns anos trabalhando em conjunto com meu pai e avô, sempre tomei decisões embasadas em pesquisas junto ao mercado, o que sempre me deu confiança para seguir minhas convicções, sair do mundo das ideias e realmente implementar projetos reais. Depois da Doka, já empreendi um outro negócio e tenho certeza de que não vou parar por aqui".

As possibilidades encontradas pelos dois empresários, Romero e Bruno, só aconteceram pelo fato de terem acreditado e investido em suas ideias. Uma das lições aprendidas por começarem um empreendimento tão cedo foi compreender que qualquer projeto demanda esforço e intenso trabalho por um longo período. Manter-se atento às tendências do mercado, e não se deixar desmotivar por algumas dificuldades foram outras regras. Bruno Tomasi destaca também que "muitas vezes, a falta de capital estanca o início do projeto, mas hoje existem diversos programas de incentivo às empresas, encontrados no BNDES e FINEP, por exemplo."

Incubadoras como parceiras


Outra forma de colaborar para a concretização de um projeto é através das Incubadoras de empresas. Elas estimulam a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas através de suporte técnico, gerencial e formação complementar para os empreendedores. Catarina Azevedo, coordenadora da Incubadora de Empresas da Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, relata que enquanto 56% dos empreendimentos fecham as portas até o terceiro ano de vida, as empresas que são incubadas têm mais possibilidades de darem certo. "Por conta do suporte desse sistema, a taxa de mortalidade das empresas vinculadas às incubadoras no Brasil é menor que 20%."

Quem soube aproveitar essa colaboração, foi o empresário carioca Marcius Costa, que conseguiu tirar do papel sua ideia do Motofog, uma moto fumacê com o escapamento adaptado usada no combate de pragas agrícolas e vetores urbanos, como a dengue. Com a assistência da Incubadora da UVA, a empresa ganhou parceiros tecnológicos ligados ao Instituto Genesis na PUC- Rio e teve sua tecnologia patenteada no INPI. "A incubadora foi fundamental para ingressar no mercado. Ela ofereceu todo suporte que seria necessário com muito investimento e um canal de network que demoraríamos anos para adquirir", salienta Marcius.

Esse planejamento certo, fez com que a Fumajet, empresa do Marcius, já colhesse os frutos. Recentemente ela venceu o Desafio Brasil Intel 2010, competição entre empresas e empreendedores de inovação tecnológica que reuniu mais de 162 equipes de todas as regiões do país.

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Arte | José Maia


Negócios através da incubadora


Montar uma empresa não é tarefa fácil, pelo contrário, trata-se de um trabalho árduo que requer da pessoa muito esforço e dedicação. No entanto, isso não significa que você precisa fazer e pensar em tudo sozinho. Existem diversas instituições como o Sebrae, Endeavor, incubadoras e cooperativas que podem ajudá-lo nessa caminhada. Logo abaixo, confira o infográfico com um passo a passo de como conseguir apoio e assessoria através das incubadoras de empresas.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Como Ser Um Profissional Exemplar Fazendo Mais Em Menos Tempo

Foco, disciplina e planejamento são essenciais para evitar o acúmulo de trabalhos sobre a mesa

Tem dias em que a lista de pendências só parece aumentar. E por mais que você se atente a ela, mais tarefas surgem e o que parecia ser para amanhã era para ontem. A falta de organização no trabalho não só prejudica o desempenho do profissional, como aumenta o estresse, a ansiedade e piora a qualidade de vida. Afinal, quem nunca ficou além do horário tentando terminar aquela tarefa que não conseguiu fazer ao longo do dia?

A nova dinâmica do mercado de trabalho, que exige cada vez mais profissionais multitarefas distribuídos em equipes cada vez menores, muitas vezes não acompanha a dinâmica dos próprios colaboradores. Nesse cenário, o excesso de pendências é consequência direta do volume de trabalho ou da falta de organização dos profissionais.

Independentemente do motivo, dá para organizar as pendências sem pirar e sem ficar fazendo horas e mais horas extras. Basta se habituar a uma estratégia de planejamento. “As pendências vão surgindo de acordo com a falta desse planejamento”, avalia a consultora da Triad PS, consultoria especializada em tempo e produtividade, Valeria Nakamura. “Só existe uma solução: disciplina e método”, completa o diretor regional São Paulo da De Bernt Entschev, Julio Bonrruquer.

Relacionando as pendências


Quem costuma ter muitas pendências já deve ter feito isso: listá-las. E, como muitos devem ter percebido, a simples listagem das tarefas a fazer pode não dar muito certo. “A lista de pendências é o primeiro passo para você se enrolar ainda mais”, acredita o gerente de Projetos em Desenvolvimento de Pessoas do Idort-SP, Danilo Afonso.

Colocar uma pendência atrás da outra pode ser eficaz para mostrar ao profissional a quantidade do trabalho a fazer. E o tamanho da lista pode fazer os profissionais ficarem desesperados em demasia ou relaxarem ainda mais. A grande questão no método mais simples de organização não é a quantidade, mas a qualidade e tempo de duração das tarefas. “Para planejar, você deve perceber o que pode ficar para depois”, afirma Bonrruquer.

No planejamento, é preciso, sim, listar, mas definindo prioridades. “Quando você coloca no papel, você sabe o tamanho do problema e fica mais fácil”, diz Bonrruquer. “Mas é preciso classificar as tarefas, até para diminuir a ansiedade do profissional”, ressalta. O especialista recomenda aos colaboradores registrarem na lista as tarefas que são urgentes, as que são indiferentes e aquelas que não têm prazo para serem entregues.

Para além da priorização, Valeria acredita que é preciso definir um planejamento semanal das atividades, com tempo de início e término. Para ela, ficar atento ao e-mail de cinco em cinco minutos, tanto o pessoal como o corporativo, demorar excessivamente ao tomar café e resolver problemas pessoais durante o horário de trabalho diminuem significativamente o tempo ativo do profissional. “Perdemos mais tempo nessas pequenas coisas”, afirma. E quando se lista as tarefas com tempo pré-determinado fica mais fácil saber em que ponto estamos gastando tempo demais.  

Evidente que a especialista considera importante reservar um momento do dia para resolver pendências pessoais, uma vez que os profissionais passam a maior parte do seu tempo dentro da empresa. Além disso, deixar de resolver alguns problemas podem aumentar a ansiedade e o estresse. Resultado: ainda que o profissional não se atente aos seus problemas durante o trabalho, ele não conseguirá ficar focado o suficiente para produzir bem. Tudo deve ser bem dosado.

Afonso utiliza um método um pouco diferente da lista de pendências. Para ele, dividir uma planilha em quatro quadrantes ajuda a visualizar melhor o que deve ser feito agora e o que pode ser feito depois, sem pressa. No primeiro quadrante, lista-se as pendências que são urgentes e importantes. “Essas têm de ser resolvidas na hora”, enfatiza.

No segundo quadrante ficam as tarefas que são urgentes, mas não são importantes. “E por que não resolver em segundo lugar as que são importantes? Porque as urgentes não permitem que pensemos. É preciso tirar as pendências urgentes da frente, porque senão elas ficam martelando na nossa cabeça”, explica o especialista.

Depois de resolver as pendências urgentes, mas não importantes, você terá mais tempo para pensar em como tirar da lista as tarefas importantes e não urgentes. Nessa hora, atenta Afonso, é preciso ponderar, pois corre-se o risco de o profissional ficar apenas no segundo passo, o de resolver as tarefas urgentes.

“Nesse estágio, é preciso não perder de vista o que é importante”, enfatiza. Por último, no quarto quadrante da planilha, coloque as tarefas que não são urgentes nem importantes. “Acumulamos pendências porque, no dia a dia, resolvemos essas tarefas primeiro”, explica.

De olho no SEU trabalho

Manter o foco e o planejamento certamente fará o profissional não se perder no meio de tanto trabalho. E, embora os métodos indicados pelos especialistas ouvidos sejam consolidados, eles podem variar de acordo com o próprio perfil do profissional. Antes disso, porém, é importante que cada um fique atento ao que de fato lhe compete fazer. “Será que as tarefas que estão comigo são realmente minhas?”, questiona Afonso.

“É importante que ao fazer esse planejamento os profissionais tenham um propósito, adotem uma metodologia e se disciplinem”, afirma Valeria, da Triad PS. “Essa mudança não é fácil, mas a partir do momento em que você se organiza, você demora de três a quatro semanas para sanar as pendências”, explica.

Para Bonrruquer, da De Bernt, adotar um planejamento é uma questão de hábito, que deve ser internalizado. “O importante é resolver no seu tempo”, afirma. Ter clareza no que se tem de fazer e na relevância dessas atividades é outro fator importante nesse planejamento, na avaliação de Afonso. “Que ele saiba o que é urgente e urgente para quem. Temos de aprender a dizer não e a negociar, quando for preciso. E entender que não dá para fazer tudo ao mesmo tempo porque nem tudo tem o mesmo grau de importância”.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Levante a Plateia Com Sua Apresentação De PowerPoint

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Entre um novo projeto ou produto e investidores, consumidores e sócios costuma estar uma apresentação de PowerPoint. Há muito tempo que idéias são defendidas – ou vendidas – utilizando-se a arte da oratória. Mais recente mesmo são só as telinhas de projeção e os apontadores de laser. Independentemente da tecnologia utilizada, é importante que o empreendedor domine técnicas de apresentação para conquistar adeptos para sua marca. Não é nada complicado. Tudo depende de uma boa sintonia entre você e os famigerados slides. A revista Inc. fez uma lista com cinco dicas para uma grande performance oratória. Confira.

Conte uma história
Toda apresentação deve conter uma narrativa com começo, meio e fim. Na primeira parte você deve apresentar o problema. Pergunte-se: “Qual é a questão que devo responder?”. Lá pela metade, devem aparecer as principais chaves para solucioná-la. Ao mostrar as respostas, lembre-se sempre de voltar para seu problema central, amarrando bem o que deseja resolver. Ao final, sua plateia irá se sentir satisfeita tendo aprendido algo. Dê a ela uma boa explicação sobre a solução encontrada.

Menos é mais
Há uma tendência de as pessoas complicarem as apresentações inserindo imagens chamativas e textos longos. Muitos desses elementos são desnecessários e contribuem só para dispersar a atenção da plateia. Livre seus slides da desordem! Que tal apenas uma imagem para vender sua ideia? Se precisar usar textos, não ultrapasse uma linha.

Marque sua marca
Tanto no lançamento de uma idéia para investidores quanto na apresentação de novo produto para consumidores, o que você quer é conquistar adeptos para a sua marca. O caminho é reforçar a imagem dela, marcá-la na mente da plateia. Use as mesmas cores, fontes e logos que estão no site ou nos impressos da empresa. A dica é tratar toda a apresentação como se fosse uma campanha de publicidade ou marketing. Não economize na qualidade visual.

Faça uma pausa
De acordo com uma recente pesquisa feita pela Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, a concentração de um adulto em uma apresentação não dura mais de 20 minutos. É importante que você seja curto e vá direto ao ponto. Mas, caso tenha de ultrapassar um pouco o limite dos 20, dê à plateia um momento para relaxar. Conte uma pequena história, faça uma demonstração ou tente qualquer outra coisa que dê ao cérebro uma pausa. Em apresentação recente, Steve Jobs mostrava de repente um slide em branco. Não era um erro, era uma maneira de fazer o público relaxar e manter o foco.

Ensaie. E ensaie de novo
Afinal de contas, uma boa apresentação dependerá da habilidade do apresentador em capturar a imaginação do público e manter sua atenção. Slides e orador devem trabalhar em conjunto. Cada slide complementa uma fala, cada fala complementa um slide. Não olhe para anotações, dispense roteiros e scripts. Foque os pontos chaves e deixe as mãos livres. Para se sair bem, ensaie. E ensaie de novo. Um grande orador vai vender sua ideia.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

E Agora, José: Mudar Pelo Dinheiro Ou Ficar Pela Carreira?

Agir pensando apenas no salário é uma visão de curto prazo. A decisão deve estar centrada em uma abordagem estratégica, levantando a pergunta "aonde eu quero chegar?"

A festa de formatura acabou, as luzes se apagaram. Colegas, professores, amigos, familiares, todos foram embora. Sobrou a noite fria da solidão do seu quarto, um canudo universitário na sua mão e pensamentos que lembram Drummond, na sua sábia pergunta "E agora, José? E agora, você?"

A vida de estudante, com alegrias e sacrifícios, ficou para trás. O futuro profissional lhe pertence tanto para as necessidades de sobrevivência quanto para a realização pessoal. José se lembra das conversas que teve com os seus professores e colegas de classe. Em resumo, eles diziam: tudo começa com um bom estágio.

A maioria das empresas sólidas que se preocupam com o desenvolvimento profissional contrata vários estagiários e seleciona os melhores para trainees. Outras, também sólidas, são mais rigorosas no processo seletivo e recrutam estagiários para serem depois efetivados como trainees. Neste caso, a regra é manter o estagiário. Essas companhias entendem que seria uma grande perda não continuar com ele depois de formado, em função do grande investimento efetuado no treinamento em sala de aula e treinamento no trabalho.

A pergunta "E agora, José?" tem pelo menos um princípio de resposta. Seu estágio terminou, você teve ótimas oportunidades de aprendizagem e, verdade seja dita, soube aproveitá-las. E mais, foi convidado para ser efetivado e participar do programa de trainee da Empresa "Alfa". O salário é apenas razoável. Surge o dilema: aceitar ou procurar uma oportunidade salarial melhor no mercado de trabalho?

Novamente José resgatou conversas e experiências de colegas da faculdade. Pensou no Antonio, veterano do mesmo curso e formado há dois anos. Naquela mesma época ele estava muito feliz, pois, além da formatura, tinha conseguido um emprego com um ótimo salário. Meses atrás, no entanto, José o encontrou triste e cabisbaixo. Mesmo com ótimo salário, Antonio, desmotivado confidenciou ao amigo: "Salário não é tudo, pois a empresa não investia em treinamento e desenvolvimento profissional. Pior, não havia perspectiva de crescimento".

     
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  O que você quer para seu futuro? (Foto: montagem)  

  
Antonio se sentia estagnado. Era como se batesse a cabeça no teto, não havia para onde ir, sobrava a rotina do dia a dia, sempre realizando as mesmas atividades. Não havia na empresa uma política de movimentação horizontal (rodízio de cargos no mesmo nível hierárquico) e eram raríssimas as movimentações verticais (promoções).

O sofrimento do amigo acendeu um alerta. Tomar uma decisão, apenas focando o salário, representa uma visão de curto prazo. A decisão deve estar centrada em uma abordagem estratégica, levantando a pergunta "onde eu quero chegar profissionalmente daqui a cinco anos?". A partir destas reflexões, José resolveu conversar com o gestor dos estagiários e pedir esclarecimentos necessários para uma tomada de decisão eficaz.

O gestor explicou que, além do salário razoável, a empresa oferecia um plano de carreira, sintetizado nas seguintes etapas de ascensão: estagiário, trainee, assistente, sênior, coordenador, gerente. Explicou que, conforme o planejamento de carreira do colaborador, estabelecido consensualmente com a hierarquia da empresa, poderia haver movimentações horizontais. Apresentou também o tempo médio estimado que os colaboradores ficavam em cada um dos cargos, sempre levando em consideração o desempenho profissional esperado.

Disse mais: que o colaborador poderia chegar à alta hierarquia da empresa no cargo de diretor ou até mesmo de sócio, sempre em função do desempenho e resultados alcançados. José aceitou o convite, pois o conjunto da obra apresentava um bom equilíbrio entre carreira e salário, evidenciando que o momento era de investimento na carreira profissional.

Por Nelson Moschetti - é consultor de Recursos Humanos da Crowe Horwath RCS.