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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cuide bem do seu colaborador


Um colaborador insatisfeito pode prejudicar a equipe e, por consequência, os resultados de uma empresa. Em um post recente no blog The Happiness Project, a escritora americana Gretchen Rubin, especialista em levantar o moral dos que andam de mal com a vida corporativa, listou sete iniciativas que podem ajudar empresários do mundo todo a arrancar sorrisos e, principalmente, melhorar o desempenho de seus funcionários. E, acredite, nenhuma delas está relacionada a aumento de salário. Confira:
1- Autonomia no escritório
Quando possível, é importante dar ao colaborador a oportunidade de estar no comando. Estimular metas pessoais, sem gerar competição entre colegas, por exemplo, pode potencializar o crescimento da equipe. Permitir que os funcionários personalizem seus ambientes de trabalho com objetos e cores de sua preferência também pode ajudar.
2- Flexibilidade de horários
Os empregadores devem considerar a possibilidade de uma escala de trabalho, na qual os horários sejam flexíveis o suficiente para que os colaboradores não gastem tempo demais se deslocando do trabalho para casa e vice-versa, evitando horários de pico no trânsito e transporte público. Muitos apreciam chefes que consideram o equilíbrio entre vida profissional e familiar.
3- Menos reunião e mais trabalho
Muitos empregadores gastam tempo demais com reuniões pouco eficazes, que tomam o tempo de trabalho do colaborador e não melhoram seu desempenho. A dica é marcar reuniões quando realmente for necessário.
4- Relacionamento
O empregador deve incentivar as relações sociais. Uma maneira eficiente é organizar o local de trabalho de forma que as pessoas possam interagir. Comemorar aniversários e fornecer uma área confortável para alimentação, além de promover atividades e encontros fora do horário de expediente também ajudam.
5- Saúde
Rubin afirma que as empresas gastam muito com tratamentos para doenças relacionadas ao estresse, tais como hipertensão, problemas gastrintestinais e abuso de substâncias. Para amenizar o problema, é interessante promover competições para perda de peso, além de fornecer refeições balanceadas e dar descontos em academia.
6- Crescimento
Os empregadores podem criar uma atmosfera de crescimento por meio da formação ou delegando tarefas que representem novos desafios. Funcionários entediados perdem a motivação e a oportunidade de expandir as suas competências e responsabilidades.
7- Quebre a rotina
Organize pequenos eventos na empresa. Pode ser um café da manhã, por exemplo. Distribuir vale-presentes, sortear brindes ou promover competições pode demonstrar o apreço do chefe por seus colaboradores.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

10 Qualidades Indispensáveis Para Um Bom Profissional

A economia está mais pujante e, por isso, o mercado ficou mais exigente. Atender as expectativas dos empregadores hoje requer qualidade, esforço e dedicação. Ou seja: ter uma boa formação, inclusive continuada; estar disposto a correr atrás dos seus objetivos e comprometer-se a buscar os melhores resultados para a empresa.


"As exigências sempre vão ser muitas e vão aumentar. É um esforço constante, mas que tende a ser recompensado no final", afirma Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum e especialista em recolocação profissional.



O executivo lembra também que a melhor hora de buscar um novo emprego é quando se está trabalhando e que o mercado de trabalho está repleto de oportunidades.



Abrileri indica as principais qualidades que o profissional precisa ter para conquistar espaços e se garantir no mercado. Confira abaixo.


1 - Capacitação técnica específica


Esta continua sendo a principal e fundamental exigência. Se você não estiver apto a exercer bem a função que pleiteia, dificilmente conseguirá conquistar a vaga. Uma boa formação, cursos adicionais, experiência na função são importantes na hora de competir por uma vaga de trabalho.



2 - Visão global



Além de ser bom no que faz, é importante que você compreenda quais os impactos de sua parte sobre o todo. Ter uma visão global ajuda na comunicação em geral, tanto com pares como superiores ou subordinados.



3 - Estar bem informado



Vivemos hoje na sociedade da informação. Quem é munido de conteúdo sempre sai na frente. Nada melhor do que conversar com alguém que sabe o que está acontecendo sobre a função que exerce. Você deve ser o ponto de referência na empresa quando o assunto estiver relacionado à sua área. Agora, se puder também se informar sobre atualidades, economia, lazer, artes, esportes, internet, negócios, entre outros assuntos, melhor ainda. Você se torna alguém bem mais aberto e com muito mais possibilidade de interagir com outros da companhia. Mas não se esqueça: o principal conhecimento que você deve ter é relacionado à sua área de atuação.



4 - Facilidade com tecnologia



O computador e a internet são hoje ferramentas fundamentais de trabalho e comunicação. Quem interage bem com estas tecnologias e tem familiaridade com elas tem uma grande vantagem competitiva.



5 - Internet e redes sociais



Quem navega bem na internet e utiliza as redes sociais de maneira correta sabe como tudo isso pode ajudar para se informar, encontrar respostas e resolver problemas, e da mesma forma ganha pontos frente aos demais concorrentes.



6 - Idiomas (inclusive um bom português)



Num mundo cada vez mais globalizado, ter conhecimento de outro idioma é muito importante, principalmente o inglês. O Brasil ainda é um país que carece de pessoas que tenham domínio sobre outras línguas. Quem tem conhecimento em inglês e espanhol tem ainda mais vantagens. Mas lembre-se: saber bem o nosso português, por mais óbvio que seja, faz muita diferença.



7 - Educação continuada



Workshops, cursos de curta duração, palestras e pós-graduação, entre outros, sempre será algo valorizado pelas companhias. Mas não aja de modo a apenas colecionar diplomas. Conhecimento é muito valioso, portanto empenhe-se e realmente aproveite as oportunidades para aprender e crescer como pessoa e profissionalmente.



8 - Trabalho voluntário



Ter no currículo experiências como voluntário mostra que você é um profissional preocupado com valores importantes. Ações como essa não são apenas bem vistas no âmbito profissional, mas amadurecem o ser humano.



9 - Elegância e cordialidade



Essas qualidades podem ser mostradas em diversos aspectos – na maneira de se vestir, em como falar, nas atitudes. Ser elegante e cordial sempre atrai. Tais características ajudam a conquistar e demonstram maturidade e simpatia. Todos querem estar ao lado de pessoas agradáveis.



10 - Bons valores



Caráter e valores têm sido mais valorizados pelos recrutadores. Às vezes são naturais e nascem com a pessoa, são do interior dela, outras vezes são aprendidos em casa, mas também podem ser cultivados através da percepção e da valorização correta destas qualidades. Qualquer que tenha sido a forma de absorvê-los, o importante é ter bons valores. Com eles você se torna não apenas um bom profissional, mas um ser humano exemplar e de bem com a vida. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Sua Empresa É Um Bom Lugar Para Se Trabalhar?



Acabo de ler uma reportagem na Wired Magazine chamada “1 Million Workers. 90 Million iPhones. 17 Suicides. Who’s to Blame?” (“1 milhão de trabalhadores. 90 milhões de iPhones. 17 suicídios. A quem culpar?”). O texto aponta para uma notícia chocante. 17 funcionários da Foxconn, uma das maiores fabricantes de aparelhos eletrônicos da China, entre eles o iPhone, cometeram suicídio no último ano. Esse dado chamou a atenção para uma assustadora tendência mundial: funcionários infelizes cometem suicídio. Na reportagem, o autor e jornalista Joel Johnson questiona se consumidores que compram produtos de empresas nas quais nitidamente os funcionários não estão felizes - como é o caso da Foxconn - são também responsáveis, direta ou indiretamente, por essas mortes.
Deixando de lado a tragédia da empresa chinesa e a responsabilidade atribuída, ou não, aos consumidores, a pergunta que fica é: a sua empresa é um bom lugar para se trabalhar? Os seus funcionários gostam do emprego que têm? Eles vestem a camisa do negócio? Hoje em dia, as empresas se tornam mais competitivas no mercado oferecendo produtos e serviços de qualidade, mas também investindo no bem estar de seus funcionários. Medidas assertivas nessa direção aumentam a produtividade da equipe e esse aumento é diretamente proporcional aos lucros da empresa.
Quando um funcionário usufrui de benefícios concedidos pela empresa, ele se sente valorizado e respeitado, e esse sentimento tem efeito direto em seu rendimento e criatividade. Além disso, estudos indicam que quando uma pessoa está estressada os níveis de corticosteróides aumentam em seu organismo, e esses hormônios contribuem para que o sistema imunológico seja afetado, aumentando as chances de doença. Para evitar casos assim, o melhor é investir em políticas de saúde e bem-estar que possam proporcionar apoio e equilíbrio às pessoas.
Pesquisas realizadas pela Great Place to Work, empresa reconhecida mundialmente pelo seu trabalho de consultoria na área de bem estar empresarial, indicam que a qualidade do ambiente de trabalho pode ser medida pelo tipo de relação estabelecida entre os funcionários (lideranças e equipes; entre funcionários; entre funcionários e suas atividades). A pesquisa ainda mostra que a principal característica presente em empresas consideradas boas para se trabalhar é a confiança entre líderes e liderados no ambiente de trabalho.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Qual é a Chave Para o Sucesso Profissional?


Bem-sucedido, em um curto espaço de tempo viu a expansão dos negócios vinda na esteira de longa e exaustiva jornada de trabalho, conta bancária polpuda e várias propriedades (algumas com cômodos que nunca pisou). Ganhou o prêmio "Empresário do Ano" de uma entidade de classe. Parodiando Barack Obama, já que falamos em sucesso, "ele é o cara".

A conversa sai do campo dos negócios, vai para as amenidades e – um pouco mais confortável – falamos sobre a vida pessoal. Para variar, falo sobre meus netos e as últimas estripulias que tanto alegram a família. Percebo uma mudança na expressão dele, um vinco na testa e um longo suspiro. Com a voz embargada, diz que a família se esfacelou enquanto construía um império. Separou-se, mal vê os filhos e brigou com os irmãos que insistiam em ocupar lugar de destaque em uma de suas empresas. Enfim, "ele é o cara..." triste e solitário.

Uma pergunta volta à minha mente: o que é sucesso profissional? Respostas clichês logo aparecem: "dinheiro não trás felicidade" ou "o topo é um lugar solitário". Entretanto, estas frases de almanaque, que povoam o imaginário coletivo, não se adaptam ao executivo que está à minha frente ou ao homem moderno. Vivemos em uma sociedade altamente competitiva, onde crianças já leem aos três anos e têm uma agenda tão atribulada quanto a minha (inglês, judô, vôlei, natação, música... ufa!). Na adolescência, fazem intercâmbio e são pressionados a entrar em faculdades de primeira linha. Por quê? Cursar uma instituição renomada seguiria a trajetória iniciada na infância rumo ao sucesso profissional.

Repare que esse caminho tem apenas uma linha, a que traça a profissão. Não há trilhas para a vida pessoal – família e amigos. Se existem, são tão leves que não as enxergamos. Se perguntarmos a um jovem universitário o que espera da vida, fatalmente, responderá: "Felicidade!" Mas qual felicidade ele objetiva e como pretende alcançá-la? Um dos homens mais ricos do mundo, o megainvestidor Warren Buffet diz que "o objetivo da vida é ser amado pelo maior número de pessoas possível entre aquelas que você deseja que amem você".

Céticos dizem que é fácil falar de amor quando se é bilionário. Mas não é essa tal felicidade que faz tanta falta ao meu amigo empresário aqui referido e que só se deu conta ao atingir o topo? Buffet, por exemplo, mora na mesma casa desde 1958, não tem celular nem computador na mesa e dirige o próprio Cadillac DTS. Penso que seria, talvez, uma estratégia dele para preservar a família e, assim, estabelecer um equilíbrio entre o pessoal e o profissional. Se o fez de caso pensado, não sei, pois não sou amigo ou confidente de Buffet, mas ele nos dá uma boa pista.

Não estou aqui defendendo a aposentadoria de celulares e computadores ou o menosprezo da carreira. É legítimo almejar o crescimento, bons postos e salários, o reconhecimento profissional e todas as justas e merecidas benesses advindas de muito estudo e trabalho. No entanto, os profissionais deveriam aprender também a fazer um planejamento estratégico da vida pessoal – está aí uma boa disciplina para as universidades – criar um projeto de vida que corra paralelo à carreira e que agregue familiares e amigos.

De forma bem pragmática, um profissional que apresente tal harmonia é mais produtivo, integra-se ao grupo com maior facilidade e dificilmente ficará afastado devido às doenças modernas (depressão, síndrome do pânico ou outros distúrbios).

Faço aqui uma reflexão porque somos treinados e preparados para alcançar a "felicidade" profissional, a qual, muitas vezes, está dissociada ou se sobrepõe à pessoal. Somos um ser único, com múltiplas necessidades e habilidades. Como sentenciou há muito tempo o matemático Blaise Pascal, "o homem é um ponto entre duas extremidades".

Agora, ouso a responder à pergunta que intitula esta matéria: o equilíbrio é a chave do sucesso!
Até a carta de abril!

Denis Mello - diretor-presidente do FBDE | NEXION Consulting - www.fbde.com.br - Consultores e Auditores em Marketing, Vendas e Gestão Empresarial. E-mail: diretoria@fbde.com.br. Siga:twitter.com/fbdenexion / twitter.com/denismello